Um filme dirigido por Murilo Salles com Leandra Leal.
Baseado na obra de Clarah Averbuck.

Muitas pessoas contribuíram para a constituição da personalidade e do mundo de Camila.Entre elas um grupo de talentosos artistas plásticos. Apresentaremos um pouco do trabalho de cada um deles. A forma como eles se apropriaram do filme em suas pesquisas pessoais, Edouard Fraipont e Lucas Banbozzi, ou como suas pesquisas foram apropriadas pelo filme, Alessandra Cestac e Daisy Xavier.

Começaremos pelo trabalho que apresenta o filme, o do fotógrafo Edouard Fraipont. Ele é o responsável pela linda e enigmática foto da Leandra Leal que dá corpo ao cartaz do filme. Um corpo que não se entrega, que convida, que inquieta.

No texto Definidamente pelo indefinido... do livro/catálogo do CCBB-SP “Um indeterminado”, Edouard Fraipont discute o ato de fotografar a si mesmo, suas imagens e a força da imaginação. Apesar dos trabalhos referidos no texto terem como base o corpo do próprio artista, é interessante ler e pensar como essa pesquisa se apropriou do corpo de outra pessoa. O que muda e o que permanece? Como o corpo humano interessa a Fraipont? Copiamos um trechinho para aumentar a curiosidade para aquilo que está oculto aqui

"Neste trabalho que aqui apresento, em todas as imagens, um único ser é fotografado. Com isso quero reforçar o princípio de singularidade que a imagem indicial estabelece com seu referente, único e determinado. Mas este ser, por meio da fotografia, se indetermina. Ele deixa de ser um para ser outro, ser múltiplo ou parte, para anular-se. A fotografia mexe com sua representação, com a visão de suas extensões corpóreas e forma seres semi-estranhos e imagináveis. A fotografia é, aqui, como a memória concreta de um ser que nunca existiu mas que de alguma forma se deu. Como se a fotografia fixasse imagens oníricas, imagens que se formassem somente no interior do intelectofotografias do númenoapesar de sabermos serem meras transposições de fenômenos sensíveis. Mas o registro não pára frente ao fato vivido junto ao fato real, e o ultrapassa numa coreografia que espelha intenções, gestos, narrativas internas que possibilitam realizar em imagens fixas certos fluxos do imaginário. As imagens oferecem visões nas quais minha imaginação agora pode se inspirar".


Edouard Fraipont é artista visual e fotógrafo. Formado em cinema, trabalhou inicialmente como foto-documentarista. Desde 1997 desenvolve um trabalho que mescla experimentação fotográfica com a produção de retratos e performances. Teve exposições individuais na Galeria Triângulo, na Galeria Vermelho e, a última, no CCBB-SP no final de 2006. Em 2005 foi contemplado com a bolsa da FUNDARPE e em 2007 com a bolsa do ARTIST LINKS pelo British Council.











2 comentários:

Valentina Baker disse...

Eu não estou conseguindo saber qual o horário das exibições, no Belas Artes, em Belo horizonte... Será que está disponível por aí???
É muito triste essa realidade e concorrência "desleal" que o cinema brasileiro enfrenta... e a "provinha" de um final de semana pra conseguir ficar em cartaz... uma pena, vou conferir e já estou convocando pessoas aqui em BH.

Cordialmente,

Juliana Vallim

Nome Próprio disse...

Olá Juliana, acabamos de receber os horários de BH. Anote aí: Belas Artes, sala 02, 14:30 - 16:45 - 19:00 - 21:15hs.

Realmente é desleal! Temos que vencer o Batman em apenas 3 dias. Mas, é com o carinho e força de pessoas como vc que isso é possível. Junte o máximo de pessoas que conseguir e depois conte para a gente como foi a estréia aí em Belo Horizonte.

Grande abraço.

Músicas de Camila