Um filme dirigido por Murilo Salles com Leandra Leal.
Baseado na obra de Clarah Averbuck.

VALEU, Amigos!

CONSEGUIMOS dobrar a segunda semana nos CINEMAS graças a mobilização que partiu da INTERNET. Essa é a NOVA força/arma das pessoas, da livre circulação das idéias e de troca de informação. Vocês, SIM, vocês que acessam este blog e fizeram CIRCULAR E DIVULGAR o nosso manifesto ‘Cinema da Crueldade’ sobre a importância de assistir "Nome Próprio" na primeira semana, vocês fizeram a diferença, tornaram esse lançamento algo ESPECIAL! Agora, a luta continua!

ALÔ, ALÔ, SÃO PAULO! Sempre achamos que "Nome Próprio" fosse a cara das meninas de São Paulo. Das milhares de Camilas com que cruzamos pelas suas avenidas. Por que OS CARAS de Camila em Sampa são bacanas, menos "machistas". Mas está faltando o comparecimento dos PAULISTAS no cinema. O que será que está acontecendo? Alerta para a militância paulista! Vamos reagir ao marasmo do cinemão bobão.

Será que as pessoas só querem diversão e pão? NÃO ACREDITAMOS NISSO. As pessoas querem ARTE, sensibilidade, querem afetar e serem afetadas. Querem pão sim! Mas, ARTE também! Está faltando a consciência que é preciso sair de casa e ir até a Rua Augusta no Espaço de Cinema, ou dar uma chegada no Arteplex do Shopping Frei Caneca para assistir ao filme.

NÃO É UMA QUESTÃO DE GRANA, não é uma questão de "propaganda para ganhar dinheiro". Esse filme é incentivado. Foi feito com dinheiro público. É UMA QUESTÃO DE AFIRMAR com números de ingressos vendidos que EXISTE SIM um público para um cinema sensível, inteligente, autoral, intenso. Isso é uma questão de afirmação de IDENTIDADE, senão esse cinema vai desaparecer. Vai para a Galeria de Arte. Só vai sobreviver o cinemão! (Nada contra o bom cinemão, somos fãs incondicionais do grande cinemão – que não gosta de um excelente Batman?) MAS O PROBLEMA É QUE SE NÃO FORMOS ASSISTIR AOS FILMES do Beto Brant, do Carlão, do Zé Eduardo Belmonte, do Lírio Ferreira (entre vários colegas com cinematografias exemplares) esse cinema tende ao desaparecimento!

Queremos registrar que Fortaleza reagiu! Postamos um apelo no sábado aqui no blogue e no Domingo a freqüência do Dragão do Mar dobrou. Isso é um sinal que a militância cinematográfica de Fortaleza é uma realidade! No entanto, ainda continuamos com uma freqüência muito baixa em Belém e Natal.

Atenção, essa não é uma luta pela bilheteria de "Nome Próprio", é uma luta por uma militância em prol do cinema nacional. Para fazer com que os filmes sejam vistos e discutidos, que proliferem pólos de cinema nas principais cidades brasileiras, que se fomentem cinefilias regionais fortes.

Vamos voltar a brigar pelo Cinema! Alô, quem ama cinema, vamos discutir os planos, a estética, os temas, os conteúdos: vamos voltar a ver Cinema!

(Equipe do blog Nome Próprio)

22 comentários:

andy no mundo das palavras disse...

vou ter o prazer de viajar essa semana pra sampa e lá não perco o filme por nada. ;) e podexá q não irei sozinho...

Alline Mel disse...

ola, eu e meus amigos queremos MUITO, MUITO MESMO assistir ao filme mas infelizmente ele só ficou em cartaz por um fim de semana aqui em Recife, no cinema da Fundação.
vcs estão negociando com outros cinemas pra exibir o filme??
aqui tem o Teatro do Parque que exibe filmes excelentes por R$1,00.
eh um ótimo lugar pro "Nome próprio" ser visto por muitas pessoas.

muito sucesso pra vcs!!

Gabi disse...

Oi, eu sou de Fortaleza e fui uma das pessoas que assistiu o filme no domingo. Só quero dizer: Calma! O fato da bilheteria ter dobrado não significa que, necessariamente, existe uma militância cinematográfica aqui!
Quero registrar que gostei MUITO do filme. E que gostava bastante de ler o blog e sentir a implicação que as pessoas que trabalharam no filme estavam tendo com a arte que produziram, mas essa empolgação virou quase um levante, um movimento pelo cinema brasileiro (nada contra, acho ótimo, só que eu prefiria a parte artística sensível que é tão auto-exaltada aqui).
Enfim, amei o filme, parabéns (de verdade) pra quem o fez, mas não me chamem de militante... Apenas fui assistir um filme que me interessava. Inclusive, acho que não fui a única, ouvi um rapaz perguntando pra sua colega durante a sessão: "Como é mesmo o nome desse filme?". Acho também que o tal rapaz acabou gostando do filme, mas isso não faz uma militância!
:)

Stella Mariano disse...

tira uma dúvida.. qual a censura?
vi que era 18 na internet, mas Clarah, no último post, deu a entender que era 16.

Non Servian disse...

confesso que vi o Batman no sábado, mas pq sou fã dele. ^.^
só que mais fã ainda da Clarah e da Leandra, só que... eu sou uma fan bitch muito desinformada... eu NÃO SABIA que o Nome Próprio já estava em cartaz, eu juro! o.O
Amanhã vou correndo lá no espaço Unibanco, ainda dá tempo né? ;-)

Paula disse...

Oi, ontem foi o meu aniversário e dei-me de presente assistir o filme. Uma mistura de sentimentos tomaram conta de mim. Eu ficava lembrando das coisas parecidas que eu passei quando cheguei a São Paulo, da falta de grana, do cigarro compulsivo, do sexo por sexo da ausência de nomes, dos poucos amigos, da armadura pesada que eu sempre carreguei como defesa...
Da esperança de que sempre iria achar um cara legal, na minha vida bandida. Larguei tudo e me joguei de cabeça como a Camila.
Hoje, estou fazendo o que eu gosto e do jeito que eu sempre fui, intensa.
Recomendo o filme para todos os meu amigos.

Abraços,

Paula.

Jú disse...

Olá, sou de Fortaleza e fui assistir ao filme domingo.Levei um amigo que achava que o Nome Próprio não era bom. Por que preferia assistir ao Batman.Bem,engraçado foi ver que ao fim do filme ele disse: É.. o filme é bom. Muito bom!é sensível, original, fala de literatura.. Vamos vim ver novamente? =)

O Nome Próprio passa uma idéia mais ou menos assim pra mim. Meninas boas vão para o céu, as más... para onde quiserem.

Verei novamente hoje. Vale a pena ter "Bis".

Violet Scott disse...

Cheers!
Ai, como eu gosto dessa arte.
VS.

Roberto B. disse...

Olá para todos.

Sou estudante de Cinema e moro no Rio. Como futuro realizador, eu vejo que é de extrema importância o público encher as salas para ver um dos melhores filmes nacionais dos últimos tempos, na minha opinião.

Não fiz só minha contribuição de ir ao cinema no fim de semana em que entrou nas salas, mas por uma questão que o nosso cinema tem que ser visto, acreditado,incentivado e principalmente: visto como cinema.

De parabéns todos da equipe, porque vocês sim tem colhões.

Escrevi algo em meu blog, quem quiser ler e compartilhar e fazer o boca a boca se espalhar mais ainda e mostrar que o cinema de autor está vivo, passem lá.

www.bloguedecoisas.blogspot.com

Abraços fraternos

Viva o cinema!

Roberto Borati

Anônimo disse...

Sou de Santos,
e estou indo hoje (23/7) assistir no espaço unibanco !
Abs !

Nome Próprio disse...

Oi gente,
que legal que tanta gente foi ver o filme, vai ver o filme, e antes e depois vem aqui trocar idéia, pensar com a gente!
O equilíbrio é sempre delicado, Gabi, e você tem razão quando diz que mais do que a militância o que leva as pessoas ao cinema é o tesão, mas é que no caso de primeiro fim-de-semana de filme brasileiro o ideal é juntar a fome com a vontade de comer, sabe? =)
genial a gente ter esse espaço pra seduzir, debater, polemizar, militar e o que mais der vontade, na gente e em vocês!

Nome Próprio disse...

Alline, houve apenas uma pré estréia na Fundação Cultural Joaquim Nabuco !
Mas Nome Próprio entra em cartaz AMANHÃ, sexta-feira dia 25 de Julho no mesmo cinema da Fundação Cultural.
Por favor AVISE aos amigos e vá ver!
Valeu!

Nome Próprio disse...

Gabi, obrigado pelo comentário.
Chamamos de militância várias pessoas que se identificaram com nosso projeto/FILME.
E você vai ao PONTO: o que interessa não é o Cinema Brasileiro, tem muito filme ruím de doer no Cinema Brasileiro, aliás uma grande parte! Mas existe sim ainda uma discriminação pelo fato dele ser Brasileiro, não pelo fato de ser bom ou ruim, como qualquer filme. Mas muita gente ainda discrimina, Gabi. Mas acima disso, Nome Próprio é sim um filme brasileiro com muito orgulho, mas principalmente é um filme brasileiro SENSÍVEL, que procura ser único, singular. Cuja a motivação de todos que fizeram foi fazer um filme especial, exibir a melhor capacidade de fazer arte da equipe, como a Leandra Leal, como o Pedro Paulo, como a Fernanda Riscali, como a Vânia Debs. Somos artistas e nos sentimos muitoorgulhosos de ter feito esse filme que foi uma possibilidade rara de exibir nossa ARTE. Isso torna o filme especial. Isso torna o filme difícil para grande parte do público.
E é isso que torna necessário que pessoas como você, que reconheceram e privilegiam essa ARTE e singeleza, divulguem esse filme!
Valeu Gabi. Nos ajude com sua sensibilidade em Fortaleza.
Nunca mais vamos te chamar de militante.
Realmente vocie tem razão militância é uma palavra perigosa ligada a um certo fanatismo... somos contra dogamatismos, sectarismos e fanatismos.
Aqui queremos uma aderência ao PROJETO artístico.

Nome Próprio disse...

Stella, a censura é 18 ANOS.
Mas não é censura; é classificação indicativa. Por exemplo, se os pais levarem uma adolescente de 16 anos e apoiarem seu ingresso, nada poderá impedir quer essa adolescente veja o filme (desde que acompanhada pelos pais)

Nome Próprio disse...

Stella, a censura é 18 ANOS.
Mas não é censura; é classificação indicativa. Por exemplo, se os pais levarem uma adolescente de 16 anos e apoiarem seu ingresso, nada poderá impedir quer essa adolescente veja o filme (desde que acompanhada pelos pais)

Nome Próprio disse...

Paula, espetacular seu depoimento!
Isso, continue acreditando profundamente em você, essa é a chave de tudo!
BOA SORTE & VALEU!

Nome Próprio disse...

non servian,
Corre lá que ainda dá tempo!
É engraçado, em São Paulo a maior parte das pessoas não percebeu que o filme está em CARTAZ, porque não temos dinheiro para fazer publicidade nos jornais.
Os jornais de São Paulo (atenção: não seus jornalistas bacanas que estão dando FORÇA!) só abrem espaço para filmes ricos e que gastam dinheiro com publicidade!
Na FOLHA de SP no dia do lançamento do BATMAN saiu uma foto do homem-morcego na CAPA do jornal logo abaixo do Título do Jornal! Lá dentro vários anúncios do Batman, inclusive um pago pela CLARO, de página inteira. O custo desse anúncio deve ser toda a verba que tivemos para lançar o nosso filme!
Isso se chama discriminação editorial. Uma espécie de racismo atávico inconsciente: uma 'vacina' que certas pessoas da Elite Inteligente de uma Grande Cidade como São Paulo tomaram contra o "complexo de vira-lata", ou ainda uma recusa inconsciente e epidérmica de não-estar no 3º MUNDO. Uma espécie de não-quero-estar-nesse-mundo tão característica dessa elite intelectual. Eles estão num espaço do não lugar, porque, de resto, o Brasil INCOMODA...

Nome Próprio disse...

Jú e nossa musa Violet, vocês são DEMAIS!

Nome Próprio disse...

Roberto Borati,
Que maravilhoso e que honra ler tal elogio de uma pessoa que estuda cinema!
É isso Roberto, é uma PUTA luta para sair da MESMICE e lutar conta o entretenimento enquanto "droga" - sim porque a maior parte do cinema de entretenimento é realizado para nos manter imbecilizados e nos fazer esquecer.
O cinema autoral não: faz pensar, dá soco no estômago, nos afeta, incomoda.
O que interessa é isso Roberto, não há possibilidade nenhuma de transformação fora da situação de enfrentamento dos problemas, de encarar o "bicho" de frente, de entender profundamente o nosso ser e nossas vidas para podermos construir uma narrativa diferente, com singularidade, com nosso nome próprio.
É uma luta!
Bem vindo para o lado bacana da força!
E valeu pela sua sensibilidade.

Nome Próprio disse...

anônimo de Santos,
Vá sim e leve amigos porque vale a pena!
Se gostar, cai dentro da turma!
Bem vindo.

paulistano disse...

Tem muita gente de férias, mês de julho. Em SP as pessoas viajam mesmo. Em agosto o pessoal volta pra ver o filme

Anônimo disse...

O Filme é muito bom!!!
Essa música tb e a outra tb, alguém poderia me informar o nome delas?
Vlw, parabéns, até+...

Músicas de Camila