A gente já falou de como a Viviane Mosé fez a redação final dos textos da Camila no filme, e de como o nome do filme na época da filmagem era Uma História Real e só depois passou pra Nome Próprio. Essa mudança foi difícil de fazer e o Murilo passou um tempão caçando o nome novo, tanto tempo que a Deise, mulher dele, acabou sugerindo "pô, você tá aí procurando um nome próprio pro filme, porque não usa essa questão como título?". Outras sugestões foram vindo, reforçando esse conceito, até que o nome pegou.
Mas como as idéias circulam feito loucas, descobrimos no livro da Viviane Mosé Pensamento Chão dois poemas tratando da questão do nome e da identidade, e o bacana é que o livro é de 2000!
Olha só:
seu nome eu pronuncio. seu nome é o que agora me nomeia.
agora seu rosto. seus olhos. seu corpo com minhas mãos eu
passeio. seu contorno eu configuro com a língua. (que é onde o
gosto das coisas se deita) na ponta da língua eu te trago eu te
sorvo e te deleito
e ainda:
(uma criança sozinha chora agarrada ao travesseiro.
baixinho. uma criança sozinha não sabe
porque todo mundo foi embora e ela ficou ali.
ela já não quer nada que não seja mãe.
criança quer mãe eu quero mãos que me dêem nome.
procuro o nome próprio. ando à procura de meu nome
próprio
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Dizem que Camila é explosiva, apaixonada, louca. Uma mulher. Uma mulher complexa. Nessa semana vamos colocá-la contra a parede! Analisar cada ato, cada pulsão, entrar ainda mais em seu mundo tão peculiar.
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