Um filme dirigido por Murilo Salles com Leandra Leal.
Baseado na obra de Clarah Averbuck.

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O 36º Festival de Cinema de Gramado anuncia os grandes vencedores desta edição do maior festival cinematográfico do país.

Longa-Metragem Brasileiro:

Melhor filme de longa-metragem: NOME PROPRIO de Murilo Salles
Melhor Diretor: Domingos Oliveira pelo filme JUVENTUDE
Melhor Ator: Daniel de Oliveira pelo filme A FESTA DA MENINA MORTA
Melhor Atriz: Leandra Leal pelo filme NOME PROPRIO
Melhor Roteiro: Domingos Oliveira pelo filme JUVENTUDE
Melhor Fotografia: Lula Carvalho pelo filme A FESTA DA MENINA MORTA
Prêmio Especial do Júri: A Festa Damenina Morta de Matheus Nachtergaele
Premio de Qualidade Artística: para os Atores Aderbal Freire Filho,
Domingos Oliveira e Paulo Jose pelo filme JUVENTUDE
Melhor Diretor de Arte: Pedro Paulo de Souza pelo filme NOME PROPRIO
Melhor Música: Matheus Nachtergale pelo filme A FESTA DA MENINA MORTA
Melhor Montagem: Natara Ney pelo filme JUVENTUDE
Prêmio da Crítica: A Festa Da Menina Morta de Matheus Nachtergale
Melhor filme do Júri Popular: A Festa Da Menina Morta de Matheus Nachtergale

Parabéns a todos da equipe! E obrigada a todo o público que está contribuindo para a sua permanência nos cinemas. Estamos cada vez mais orgulhosos desse trabalho!!!


Fonte: Site Oficial do Festival de Cinema de Gramado
Fotos: Divulgação -
Edison Vara / Pressphoto

Leandra Leal e Clarah Averbuck chegam juntas à Gramado. Foto: Daniela Xu

A atriz e a escritora chegaram juntas a Gramado


É um grude que começou cerca de dois anos atrás, época em que Nome Próprio começou a sair do papel e do mundo virtual para virar o longa-metragem que abriu ontem à noite a mostra competitiva do 36º Festival de Gramado. Leandra Leal, a protagonista, e Clarah Averbuck, a escritora que emprestou muitos de seus textos confessionais para o roteiro de Murilo Salles, viraram grandes amigas. Agora tocam um trabalho em parceria.

– Estamos escrevendo uma peça juntas, uma comédia em tom de melodrama tipo novela no teatro, com capítulos – conta Leandra.

As duas chegaram a Gramado ontem, no fim de tarde, algumas horas depois do previsto, graças a um pequeno contratempo na subida à Serra – “um probleminha com um IPVA vencido”, explica Leandra, sorrindo, sem dar maiores detalhes.

O entusiasmo de ambas com Nome Próprio é evidente. A boa recepção ao filme por parte da crítica – está em cartaz no centro do país desde 18 de julho – destaca sobretudo o excelente trabalho de Leandra, 26 anos, confirmando-a como uma das mais talentosas atrizes de sua geração. E realça ainda mais o nome de Clarah, 29 anos, como uma das estrelas da nova geração da literatura brasileira.

– Conheci os textos da Clarah antes de começar a filmar. Quando cheguei ao set, sabia muito de cada cena, daquele universo – lembra Leandra, acrescentando que teve liberdade para improvisar. – Tem uma seqüência no motel em que eu criei uma situação que não estava prevista. O engraçado é que várias comentam que passaram por uma situação parecida, de chegar na hora e se arrepender.

– Comigo não comentam nada do filme, pois, como acham que sou eu ali, ficam com medo de falar algo – emenda Clarah, enfatizando o que tem se cansado de enfatizar desde que o filme estreou: Camila, a personagem que é uma aspirante a escritora vivendo uma rotina de excessos, físicos e criativos, não é ela, e sim uma cria de ficção, dela própria e de Murilo Salles.

Sobre Leandra, Clarah comenta:

– A interpretação dela é fantástica. Não imagino outra pessoa no papel.

Bastante empenhadas na divulgação de Nome Próprio, Leandra e Clarah, além da parceria profissional, como boas amigas, ajudam uma a outra em questões da vida pessoal. Clarah quer trocar o apartamento na capital paulistana por uma casa na distante Granja Viana, com muito verde e pátio para a filha pequena brincar. Já levou Leandra para olhar. Diz durante a entrevista que pensa em comprar uma moto.

– Em São Paulo, de jeito nenhum, tá maluca? – é a resposta de Leandra.

Fonte: Especial Gramado no ClicRBS

36° Festival de Cinema de Gramado - Coletiva de imprensa com a equipe do filme Nome Próprio. Foto Edison Vara/PressPhoto

Aconteceu nesta manhã o debate sobre o filme Nome Próprio. A platéia do Auditório Locatelli foi composta por críticos de cinema, estudantes, jornalistas e pelo júri popular, além de cinéfilos. O diretor Murilo Salles, a escritora Clarah Averbuck, a co-roteirista Viviane Mosé e o diretor de arte Pedro Paulo de Souza fizeram parte da mesa de discussões.

Murilo falou sobre o processo de construção da personagem Camila, interpretada por Leandra Leal. Para o cineasta, a elaboração se deu muito através da cumplicidade estabelecida entre eles. “Ou a Leandra ‘comprava’ o projeto junto comigo, ou o filme não teria acontecido. Neste sentido, acho que ela é co-autora da produção”, salienta Salles. Para o diretor, ao contrário do que possa parecer, existe pouca casualidade na produção”. Murilo diz que houve espaço para improviso, mas havia um roteiro bem estruturado para ser seguido.

Para Salles, a escolha de Leandra Leal foi um grande acerto. Murilo considera que existe o ator certo para um determinado personagem. “Vimos vários testes e o da Leandra se impôs com contundência máxima”, elogia. O filme foi realizado com tecnologia digital. Para o diretor a câmera foi fundamental nesse processo. “A Camila está nua o tempo todo, mesmo quando está vestida. Isso exige uma postura de câmera diferenciada”, comenta.

O diretor de arte Pedro Paulo de Souza salientou que todos os objetos de cena foram escolhidos de forma que houvesse uma ligação verdadeira com a personagem. Deste modo, os livros, os CD’s, ou qualquer outro elemento cenográfico estabeleciam uma ligação verdadeira com o universo de Camila.

Para Leandra Leal o convite para viver Camila representou um desafio aos seus limites. “Decidi aceitar esse papel porque quis como atriz fazer esse trabalho radical de entrega. Pensei: é aqui que eu vou gritar para mim mesma que eu sou atriz. Foi muito gratificante”, revela Leandra.

Para Clarah Averbuck, o autor deve manter um distanciamento da produção e não interferir no resultado final. “Autor bom é autor morto. Autor não tem que se meter e reclamar”, mas a escritora diz que gostou do filme e que havia ficado claro desde o princípio que o longa seria inspirado em sua personagem, mas não seria a filmagem fiel de seu livro Máquina de Pinball, obra que deu origem ao longa.

Viviane Mosé, poetisa e co-roteirista de Nome Próprio passou a integrar o filme na fase final, quando a captação de imagens estava praticamente pronta. Alguns de seus desafios consistiam em resgatar a questão do transbordamento e do excesso. Mosé finalizou todos os textos de os off’s e, também, os que aparecem na tela.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Festival de Gramado

36° Festival de Cinema de Gramado - Coletiva de imprensa com a equipe do filme Nome Próprio. Foto Edison Vara/PressPhoto

Alemir Coletto, Presidente do Festival de Cinema de Gramado, a atriz Leandra Leal e o diretor Murilo Salles do filme Nome Próprio. Foto Edison Vara/PressPhoto

Alemir Coletto, Presidente do Festival de Cinema de Gramado, a atriz Leandra Leal e o diretor Murilo Salles do filme Nome Próprio. Foto Edison Vara/PressPhotoo

"Nome Próprio" abre hoje às 21 horas a Mostra Competitiva da edição 2008 do Festival de Cinema de Gramado. Murilo Salles já ganhou o Kikito pelos filmes “Nunca Fomos tão Felizes”, “Faca de Dois Gumes” e “Como Nascem os Anjos".

A coletiva do filme acontece na segunda-feira, dia 11/08, às 10 horas na Sala de Coletivas do Centro de Eventos da UFRGS. Às 16 horas, na Casa D´O Bosque, rola um debate com o tema "Cinema e Literatura" com a participação de Murilo Salles e de Viviane Mosé.

"Nome Próprio" é um dos longas nacionais selecionados para o 36º Festival de Cinema de Gramado, que acontece de 10 a 16 de agosto de 2008. A equipe do filme está muito feliz e agradece a indicação!

Músicas de Camila